Mato Grosso do Sul alcançou US$ 7,21 bilhões em exportações entre janeiro e julho de 2026, um crescimento de 12,76% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando movimentou US$ 6,39 bilhões. Em volume, o Estado embarcou 18,93 milhões de toneladas ao exterior (+11,75%). Combinado à queda nas importações — que somaram US$ 1,44 bilhão —, o saldo da balança comercial sul-mato-grossense avançou 17,78%, fechando em um superavit de US$ 5,77 bilhões.
O bom desempenho foi impulsionado pelo agronegócio. A soja liderou o faturamento, somando US$ 2,43 bilhões (33,64% do total e alta de 30,83% na comparação anual). Em seguida vieram a celulose, com US$ 1,83 bilhão (25,30%), e a carne bovina, com US$ 1,33 bilhão (18,41% do total e salto de 43,57% nas vendas). Juntos, os três produtos concentraram 77,35% das exportações estaduais.
No cenário internacional, a China se manteve como a principal compradora de Mato Grosso do Sul, absorvendo 49,16% de todos os embarques. Estados Unidos (6,29%) e Países Baixos (4,11%) aparecem na sequência. Na rota de escoamento, o Porto de Paranaguá concentrou a maior fatia das saídas (38,44%), seguido pelo Porto de Santos (36,77%).
Entre os municípios, Três Lagoas registrou a maior participação nas exportações estaduais (17,26%), seguida por Dourados (10,94%) e Ribas do Rio Pardo (10,82%).
Por setor econômico, a agropecuária teve alta expressiva de 29% em valor arrecadado e de 19,15% em volume físico. Já a indústria de transformação teve crescimento de 8,81% na receita, apesar de registrar recuo de 2,09% no volume comercializado.
Os dados constam na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, divulgada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc com base em dados oficiais do Comex Stat.