O agronegócio de Mato Grosso do Sul vive um processo de diversificação e avanço industrial ao incorporar novas cadeias produtivas e agregar valor às culturas tradicionais. O Estado abriga atualmente 22 usinas de bioenergia, a maior linha única de produção de celulose do mundo em Ribas do Rio Pardo e mais de 8 mil agroindústrias instaladas. Em vez de exportar apenas matérias-primas como soja, milho e carne bovina, a produção local passou a abastecer indústrias internas de etanol, bioeletricidade, rações, couro e biocombustíveis.
Ao mesmo tempo, novas culturas ganham espaço na economia sul-mato-grossense e ocupam áreas antes destinadas à pecuária extensiva. O Estado alcançou a segunda posição nacional na produção de amendoim, superando 56 mil toneladas na safra 2024/25 com previsão de instalação de uma planta de beneficiamento em Nova Alvorada do Sul. A citricultura também avança como nova fronteira agrícola, aproximando-se de 35 mil hectares de laranja plantados. No setor de proteínas animais, crescem os investimentos no processamento de suínos, aves e tilápia em polos como Dourados e São Gabriel do Oeste.
A transformação produtiva reflete mudanças no uso do solo, com a área de pastagens caindo de 23 milhões para 18 milhões de hectares nos últimos 15 anos para dar lugar à agricultura, florestas e pecuária intensiva, além da redução de 52% nas pastagens degradadas. Para o governador Eduardo Riedel, que defende o modelo focado em tecnologia e eficiência, as metas para os próximos anos incluem a expansão de projetos de irrigação e o fortalecimento de programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) integrados ao mercado de carbono.